Não sendo sportinguista, do ponto de vista do “outsider” que analisa apenas as propostas, nunca gostei do Godinho Lopes. Acho que o Sporting precisava de sangue novo. E com Godinho Lopes ficaram grande parte dos mesmos de sempre. Os mesmos que levaram o clube à situação financeira difícil em que se encontra. Pelas propostas, se fosse sportinguista, teria votado na dupla Bruno de Carvalho e Augusto Inácio (o treinador que foi campeão com o SCP e foi despedido logo na época seguinte).
A única coisa de boa (até aqui) que Godinho trouxe ao Sporting foi Domingos Paciência. Mal sabia ele onde se vinha meter. É que há um grupo de sportinguistas (não a maioria, a bem da instituição) que acha que uma equipa se faz de um dia para o outro e que, logo no primeiro ano, o Sporting de Domingos, com uma equipa totalmente nova, devia já ganhar tudo. Vida de treinador em Alvalade não é fácil. Além de técnico, tem de ser mágico também.
E enquanto isso, a grande instituição que é o Sporting Clube de Portugal continua a criar novos jogadores nos escalões de formação, nas modalidades e a criar campeões nas mais variadas modalidades.
Quantos sportinguistas – daqueles que insultam aqueles jogadores profissionais de futebol que ainda há uns meses atrás nem no Sporting estavam – conhecem a equipa feminina de atletismo do clube que brilham nos Nacionais de Pista Coberta? Ou a equipa de andebol que disputa os oitavos de final da Taça Challenge? Ou a equipa de futsal, campeã nacional em titulo, que vai disputar a UEFA Futsal Cup ?
Isto tem sido evidente no Sporting, mas acontece em todos os grandes clubes. As pessoas têm tendência a pensar nos clubes como aquele conjunto de perto de 20 jogadores, mais equipa técnica, afectos às equipas profissionais de futebol. Os grandes clubes são muito mais do que só futebol profissional e os restantes atletas são bem mais numerosos – desde os miúdos dos escalões infantis, até aos seniores, em todas as modalidades – e, muitos deles, dão muito mais títulos aos clubes e têm orçamento bem mais diminuto.