transportes

A questão dos transportes públicos não é nova. Já nos meus tempos de secundária era bastante precário (no Algarve, prestado pela Eva S.A., empresa privada do grupo Barraqueiro).
Mas analisemos a situação em termos práticos. Várias pessoas dizem “eu não uso porque são maus, não há [por exemplo] autocarros suficientes”. Que empresa vai investir em mais autocarros se os que tem chegam para a média de passageiros? Que empresa vai fazer mais linhas se não tem passageiros para rentabilizar esse serviço extra? Nenhuma empresa trabalha para o prejuízo. É meio caminho andado para fechar.
“Então e agora, com o passe social mais baixo, que os autocarros andam cheios, vai melhorar?” – perguntarão vocês. Se aumenta a procura (mais passageiros), cabe aos operadores (às empresas de transporte) aumentarem também a oferta (mais linhas, mais autocarros), pois aí já lhes compensa.
Pelo que é dito, quanto mais se usar os transportes públicos, para além dos factores positivos económico e ambiental, estamos a contribuir para criar condições aos operadores para melhorar os serviços prestados. Não quero com isto dizer que não devemos reivindicar melhores condições, mas fazê-lo e depois ir de automóvel particular não faz, a meu ver, qualquer sentido.