Há alguns pontos que acho que todos devem ter em conta no que toca a este tipo de iniciativas:
1) O que mudou para a Holanda foi o maior accionista do grupo (Sociedade Francisco Manuel dos Santos B.V). A Jerónimo Martins SGPS SA continua em Portugal e, por consequência, a pagar impostos cá;
2) A Jerónimo Martins SGPS SA não é só o Pingo Doce. É a maior distribuidora de produtos alimentares (e não só) do país. Lojas têm os Pingo Doce, os Recheio. Parcerias e representações são imensas: Unilever, Lever, Olá, Hussel, Gallo, Heinz, Kellogg’s, etc, são marcas exclusivamente distribuidas pelas empresas do grupo.
3) Se querem boicotar as empresas que têm escritórios na Holanda e/ou cujos principais accionistas são estrangeiros e/ou estão sediados lá fora, vão ter de boicotar também (tomem nota): ZON, PT, SONAE, Cabovisão, BPI, Santander, Auchan (Jumbo, Box, Pão de Açucar), Mini-Preço (Grupo Carrefour), Os Mosqueteiros (Intermarché, Roady, Brico-Marché), … E a lista continuaria indeterminavelmente.
Em vez de estarem contra as empresas que dão emprego aos portugueses, pensem é nos governantes em quem votaram, que estão a dar razões aos accionistas para se irem embora.


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