São tantas as manifestações de sofrimento de amigos e conhecidos nas redes sociais como o Facebook, por exemplo, que dei por mim a pensar: valerá a pena sofrer?
E estamos a falar de crise por causas emocionais (separações, zangas, etc) na sua maioria.
Eu – como a maior parte das pessoas – já passei por isso. Também já terminei namoro(s), já fiquei desiludido com alguém que pensava ser grande amigo/a, já perdi alguém muito importante e pensei “porquê a mim?”, … E sofri, como é óbvio. Seria impensável e desonesto dizer que não sofri. Mas agora penso: para quê? Trouxe alguém de volta? Apagou o que alguém fez? Evitou que voltasse a acontecer? Talvez, nesta última hipótese, tenha mudado a minha forma de olhar a vida e, de alguma forma, evitado que certas coisas acontecessem, pelo menos da mesma forma. Mas voltar a acontecer? Claro que voltou a acontecer. E mais uma vez voltei a sofrer. E não sei qual a utilidade desse sofrimento.
Talvez na altura pensamos que o mundo se vai abrir à frente dos nossos pés e vamos cair por ali abaixo. Que a nossa vida não faz mais sentido. Que mais valia não termos nascido.
Mas no dia seguinte (quando não é na hora seguinte), olhamos em volta e está tudo na mesma. E assim continuará, a não ser que mudemos algo. E isso devia ser o mote para o resto da nossa vida: nada muda se não fizermos algo por isso.
Vivemos tanto tempo. Aprendemos a lidar com tanta coisa. Aprendemos a usar outras tantas. Mas continuamos sempre a cair “na rua da amargura” quando algo que temos (ou julgávamos ter) nos foge, nos deixa, ou nos desilude.
Valerá a pena?


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