OPINIÃO

Sem stress!

gato-zen  Estou num momento altamente anti-stress. A decisão de o adoptar nasceu por meados de Novembro e, desde aí, poucas vezes perdi a calma.

E os resultados estão a aparecer: melhores resultados no trabalho, melhor descanso, sensação de alívio ao final do dia.

E porquê esta decisão? Porque reparei que me preocupava demasiado com coisas e pessoas que não o mereciam. E isso originava nervos e stress.
Outra coisa de que me apercebi foi que as prioridades que até aí tinha estipulado estavam erradas ou, pelo menos, desreguladas. O trabalho, por exemplo, é importante e deve ser levado a sério. Mas não deve ser a prioridade 1, 2, 3 e 4, e tudo o resto vir a seguir. Deve haver tempo, de uma forma ou de outra, para outras coisas: para se estar com os amigos (os verdadeiros, os que nos fazem bem), para brincar com os animais de estimação, para o lazer (incluindo desporto), etc.

A receita pode não funcionar com todos, mas comigo, até agora, tem resultado.
Não adianta ficar nervoso ou impaciente com, por exemplo, avaliações no emprego, na escola ou faculdade. Consome-nos por dentro e só nos prejudica. O truque é dar o nosso melhor, o melhor que pudemos naquele momento. Entramos e saímos mais relaxados, com sensação de dever cumprido. Por maioria de razão, não vale a pena estar ansiosos com o resultado da avaliação. De nada serve, não muda o mesmo e arrasa o nosso sistema nervoso e, por conseguinte, sentimo-nos cansados.
A não ser que um projecto, um objectivo ou que a empresa solicite auxilio, o trabalho inicia-se à hora planeada e termina na hora planeada. Trabalho fora de horas só se for inadiável e extremamente importante. Caso contrário interfere com o descanso, com o tempo para conviver com amigos, lazer, etc.
Também é preciso saber com que amigos estar, o que se adivinha ser escolha difícil, porque todos temos, para além das nossas vidas pessoais, os nossos dias bons e os nossos dias maus. E para estar com amigos não é necessário ser presencial. A amizade não se extingue pela distância e, quando não estão perto de nós, estão à distância de um contacto telefónico ou online. Um bom amigo/a, daqueles que gostam de jogar conversa fora, dizer umas piadas e mandar umas gargalhadas, são sempre boa companhia (online, presencial ou telefonicamente, sem qualquer ordem particular, embora presencial) depois de um dia cheio. Obviamente, como disse acima, todos nós temos dias bons e dias maus. E se um amigo está no dia mau, podemos oferecer-nos para ajudar. Mas uma coisa é oferecer-se e, perante alguma hesitação da outra parte, insistir um pouco. Outra completamente é insistir até à exaustão. Ai vamos estar a stressar-nos e a stressar a outra pessoa. Se a pessoa não quer ser ajudada, melhor mesmo é deixar estar. Da mesma forma, se uma pessoa não parece bem, basta perguntar uma vez. Se a pessoa diz que está bem ou prefere não responder, não vale a pena insistir, pelas mesmas razões apontadas antes.

Algumas coisas podem, aos olhos de alguns, parecerem “clichés” ou inexequíveis, mas, regra geral, têm funcionado bem comigo. E como têm funcionado, vou mantendo. Não quero dizer com isto que isto se tenha tornado “bíblia sagrada” e que corte os pulsos que agir de forma contrária à experiência que aqui relato. Mas quis partilhar convosco algo que tem corrido bem comigo.
Mais uma vez refiro que funcionou comigo, não significa que funcione com todos, nem espero que todos partilhem das mesmas opiniões que eu. Estamos num país livre. Procurem, seguindo ou não as minhas “sugestões”, formar a vossa própria opinião.

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