OPINIÃO

To b or not to b ?

Caro leitor, não se fixe muito no nome que dei a este post. Serve apenas de introdução. Ser ou não ser eu mesmo?

Serei, obviamente, sempre eu mesmo.  Mas não há aquela tentação de deixar de ser eu mesmo para ser o eu que alguém gostaria que fosse? Houve, em tempos. E muitas vezes. A falta de auto estima é um defeito (será?) complicado.  E muitas vezes se quer ser aquilo que não se é, para que aquela pessoa repare mais em nós. O tempo fez-me ver que isso não resulta.

Não sou assim tão velho. Mas a experiência, curta ou não (depende do ponto de vista), fez-me ver que não vale a pena viver uma mentira. Talvez mentira não seja o melhor termo. Mas viver fora da realidade. Se alguém nos ama – e uso o termo no mais amplo sentido que ele pode ter: pode-se amar os país, um amigo ou amiga, o namorado ou a namorada – verdadeiramente, tem de ser pelo que somos e  não pelo que aparentamos ser. E digo verdadeiramente porque nem todos conhecem tão bem assim os seus amigos, ao ponto de os poder amar verdadeiramente pelo que são. Ou porque nunca lhes deram a oportunidade, ou porque nunca se deram ao trabalho. Já com os companheiros, acho difícil algo verdadeiro acontecer se não se conhecerem bem mutuamente (já todos vimos casos que acabam precisamente por não haver esse mínimo mais imprescindível conhecimento mutuo, não foi?).

Resposta final: sim, eu mesmo.  Sempre, eu mesmo. E quem quiser gostar, tem de gostar com sou. Quem se der ao trabalho, poderá ter a oportunidade de conhecer o verdadeiro… “eu mesmo“.

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