Muito se têm queixado os árbitros da campanha difamatória que têm sido alvo. Costuma-se dizer que “quem pões a cara a jeito, arrisca-se a levar”. E é este o caso.
Muitos casos têm sido trazidos à baila pela comunicação social e a eles se vai juntar o jogo de hoje em Coimbra, que opôs a Académica à Olhanense.
Há quem reclame uma grande penalidade, mas eu tenho muitas dúvidas. Mas foi gritante a dualidade de critérios em matéria disciplinar. situações idênticas para ambos os lados, mereceram apenas advertências disciplinares para o lado da Académica. Provavelmente a equipa de Coimbra não ganharia o jogo mesmo que a arbitragem fosse justa, mas ficava a ganhar o futebol nacional.
Numa acção de salutar e aplaudir energicamente, a Académica vendeu bilhetes a um euro para estudantes universitários, com a clara intenção de trazer os jovens ao estádio, para aplaudir a equipa da casa.
O que viram estes jovens? Um árbitro, ainda por cima internacional, a ser na maioria do jogo altamente parcial. Dirão que os árbitros são humanos e também falham. É óbvio que falham, afinal falhar é humano. Mas não levam um jogo inteiro a falhar só para um dos lados.
Assim, como é possível convencer os jovens, em particular, e todos os adeptos em geral, a ir aos estádios de futebol, mesmo que seja por um euro, quando os protagonistas do jogo, seja em que estádio for e independentemente da equipa a que pertencerem, são ofuscados por uma equipa de arbitragem sedenta de protagonismo?


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